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 Prólogo - Byokka

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Byokka de Ophiuchus

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Cavaleiro de Prata


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MensagemAssunto: Prólogo - Byokka   Janeiro 11th 2015, 14:15

O sol não tinha aparecido no céu ainda, e esse era o momento que Byokka achava ideal para começar um dia de treino. Enquanto todos estavam descansando e fora dos espaços da cidade, a temperatura estava fria e amena, propiciava um treino de total liberdade. O jovem se levantou da cama onde estava, no casebre que seu treinador antigo lhe deu, e caminhou até fora da casa, que já era o início do seu treino. O caminho da cidade para o campo de treinamento, um bosque no meio da floresta, era sinuoso e cheio de obstáculos, um incetivo para o cavaleiro que corre entre as vielas e becos, saltando sobre os caixotes e latões e segurando nos varais de roupa para estender seus saltos até o telhado de casas.

Ao chegar no limite da cidade com a floresta, Byokka salta de uma mureta que separa os ambiente até a copa de uma árvore. De lá ele desce para a densa floresta correndo em alta velocidade desviando dos caules que nasceram posicionados de maneira dispersa a confundir alguém que tentasse sair ou entrar da floresta, e logo o jovem chega até o local desejado um tanto ofegante, um pequeno campo aberto no meio das floresta, e se senta num tronco de árvore caído ali. Ele respira e olha seu entorno para tentar imaginar o que iria fazer hoje para treinar, e estava disposto a aumentar a força com que seu cosmo podia potencializar seus movimentos.

Byokka se aproxima de uma árvore, coloca a urna de sua armadura ao lado e começa seu treino. Ele embutia suas mãos com seu cosmo e dava sequencias de golpes nas laterais do caule, causando cortes que iam se aprofundando aos poucos, e o cavaleiro começou a aumentar o ritmo, seus golpes rápidos tiravam várias pequenas lascas da árvore que parecia estar ficando cada vez mais fina. No final, Byokka abriu sua palma direita e canalizou todo seu cosmo em uma mão e depois golpeou o centro do alvo com pressão, causando o estilhaço do tronco que caiu facilmente.

O jovem olhou para as suas mãos que pareciam intactas, o cosmo que os circundou também teve uma capacidade protetora que impediu o contato danoso com a pele. Pensando nisso, ele começou um novo treino com chute. Ele estava disposto a a perfurar o tronco de uma árvore somente chutando seu centro sem que ela caísse, variando os pés. Byokka começou revestindo ambos os pés com o cosmo e chutando com um deles, depois saltando para chutar com o outro, e assim por diante. Mas ele notou que revestir os dois pés inteiros era desperdício de tempo e energia, e então buscou iniciar um treino com suas energias antes de começar o físico.

O cavaleiro tocou o topo da urna que lhe vestiu a armadura rapidamente, depois se sentou em posição de meditação. Ele começou revestindo toda a sua mão e buscou se concentrar para embutir apenas o centro de sua mão com a energia. Aos poucos com esforço a energia flui apenas para a palma formando uma esfera sobre ela, e isso causaria danos mais centralizados e poderosos. Mas se ele precisasse utilizar o golpe com a outro mão, um golpe de sequência comum, ele precisaria transferir essa energia para o outro lado para evitar perdas significativas. Levando a esfera de uma mão a outra com o toque era fácil, mas era necessário faze-la fluir rapidamente de uma extremidade a outra, um processo um pouco mais complicado. A energia passava de um lado a outra com lentidão, e reuni-la novamente na mão oposta também era um problema.

Byokka fechou os olhos e colocou as palmas sobre seus joelhos para fazer uma meditação por completo. Ele precisava sentir toda aquela carga de energia para fazer fluir por inteira no corpo, sem percas ou falhas. O cavaleiro entrou em seu subconsciente para visualizar seus caminhos espirituais na tentativa de achar como facilitar essa transação, e antes de perceber a esfera estava correndo mais rápida entre as mãos. As mentes limpas faziam os descongestionamentos da energia, auxiliando o caminho para o cosmo fluir. Ao abrir os olhos, Byokka podia ver que estava realmente mais acelerado, mas precisava ser treinado mais e para isso voltou ao seus chutes.

Ele se levantou, se esticou, fez um breve aquecimento e voltou para os chutes. Aos poucos num ritmo lento, ele conseguia focar a força com mais precisão. Byokka aumentava o ritmo dos chutes e tentava se concentrar no seu cosmo para que a força não se dispersasse, e parecia estar funcionando. Logo, num ritmo acelerado, os chutes era desferido rapidamente e o cosmo estava sendo controlado com mais facilidade. Os chutes foram abrindo caminho por dentro do caule rapidamente, e Byokka tomava todo cuidado para não atingir as laterais, até que ele conseguiu atravessar o caule. O cavaleiro respirou fundo, estava satisfeito com o resultado que obteve hoje. Ele se virou de costas para a árvore e olhou para o ambiente em que estava, ainda iria ficar por ali para meditar um pouco, mas seu treino físico por enquanto estava terminado. Mas Byokka começou a ouvir um barulho estranho atrás dele e se virou para trás já desferindo um chute giratório que iria de encontro com o tronco que estava quase caindo sobre ele, que com o chute tombou ao seu lado.

Mas, apesar disso, não foi este som da árvore tombando que despertou seu sentido. O som do vento se expandindo, como uma grande ave pousando e empurrando as folhas no solo, foi isso que Byokka ouviu. O jovem não baixou a guarda, olhou para os lados buscando o que queria, até ouvir uma voz calma atrás de si:

- Para um recém cavaleiro, você não parece tão desconecto com sua armadura assim. - Disse num tom suave e bastante descontraído, sabendo a surpresa do cavaleiro com a sua chegada.

Ao se virar, Byokka ver um jovem trajando uma armadura. Mas o cosmo que ele emanava não pertencia a de um cavaleiro de Atena, e como ele não tinha experiência com outros trajes, estava de mãos atadas para saber quem enviou aquele guerreiro até ali. Mas ele não chegou andando de forma alguma, seus passos não foram ouvidos nenhuma vez sequer. A não ser que ele tenha chegado aqui voando.

- Não é preciso ter tempo com uma armadura para entrar em sincronia com ela. - Falando com firmeza a respeito do seu auto conhecimento com seu traje - Quem é você e o que quer comigo?

O homem dá uma pequena risada e responde:

- Você só precisa saber que pretensão não leva a lugar nenhum. Fui enviado por entidades superiores a essas mundanas que correm a terra, e essa missão é secreta, está fora do seu alcance de imaginação. Agora chega de perder tempo. - E logo depois de concluir a frase avança imediatamente numa velocidade altíssima sobre o jovem, que recebe um soco envolto numa esfera de energia no centro do seu peito, o empurrando pra longe até ele segurar seu corpo com uma das mãos no solo.

Antes mesmo de Byokka se reerguer, o adversário misterioso já estava próximo o suficiente para desferir outro golpe, e rapidamente o jovem segura o punho dele com sua mão direita, desferindo um chute na lateral do corpo do adversário que sente o dano por um momento, mas continua atacando utilizando a outra mão num soco rápido no rosto do cavaleiro que cambalheia para a direita e recebe outro chute no centro de seu corpo. Mas desta vez, a intenção foi receber o movimento para segurar o pé do adversário e virar seu corpo para faze-lo colidir contra a árvore atrás dele num impacto que fez algumas folhas caírem da copa.

O adversário não se dá por vencido e abre de sua costas asas antes escondidas pelos tecidos que estão ornamentando suas vestes. Bate as asas com força suficiente para empurrar Byokka e faze-lo soltar seu pé. Byokka limpa o sangue de seu rosto com a mão esquerda e procura o adversário dentre as árvores e visualiza o mesmo no céu num chute com os dois pés descendentes em sua direção, e o cavaleiro junta suas palmas abertas na posição de uma patada dupla, juntando sua energia numa esfera de cosmo que empata com o impacto dos pés do anjo afastando ambos.

Quando o anjo estava prestes a desferir um poderoso golpe bem no rosto do cavaleiro utilizando duas rajadas de energia altíssimas, Byokka segura o pulso do mesmo e faz com que o raio desvie do seu corpo, atingindo o solo. Sabendo que não teria outra melhor chance, o jovem utilizando o apoio nos braços do adversário desfere um chute com os dois pés no seu peito que o faz perder completamente o fôlego e cuspir um pouco de sangue. Byokka solta seu braços e segura no seu pescoço o derrubando no chão, onde começa a questiona-lo:

- Qual sua real intenção aqui em Atenas? - Disse de maneira incisiva nos olhos do anjo enquanto apertava cada vez mais seu pescoço.

Sem dizer nada ele bate suas asas mais uma vez e Byokka desfere um soco no local mais atingido do anjo para que ele sofresse novamente a dor e parasse sua agitação para responder. Mas ainda reagindo, o anjo utiliza o que resta de sua força para desferir uma esfera de energia entre os dois que dispersa Byokka e o faz largar o anjo que abre voo rapidamente, apenas dizendo ao cavaleiro:

- Não espere que isso fique assim, eu sou apenas somente um garoto de recados de quem quer realmente que você seja derrotado. - Sumindo no céu com suas asas brancas.

Byokka se senta e começa a se questionar sobre isso. Não se lembra de ter ouvido nada sobre anjos nas histórias do santuário que ouviu em todo seu tempo de vida. Era tudo tão novo quanto a informação que recebera do seu mestre sobre sua armadura e o destino do cavaleiro de serpentário. O que ele podia fazer agora é esperar. Ele não conseguiria informação de outra pessoa senão do seu inimigo.
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Pedro

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Byokka   Janeiro 12th 2015, 18:36

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Prólogo - Byokka

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