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 Treinos - Eros de Peixes

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Eros de Peixes

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MensagemAssunto: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 1st 2015, 13:35



I - Aquele que traja azul

— Então são vocês os que se dizem defensores da justiça? Nunca imaginei que seriam assim tão fracos! — O homem misterioso riu, se divertindo ao ver todos os aprendizes do Santuário que tentaram lhe impedir agora caídos aos seus pés. — Parece que não será tão difícil derrotar os Cavaleiros de Atena. —

Um dos jovens caídos se ergueu com esforço, seu corpo estava todo ferido e ensanguentado, havia sido atingido inúmeras vezes mas assim como os outro quatro aspirantes, não havia acertado nenhum golpe sequer no homem a sua frente. Não fazia ideia de quem ele era e porque estava fazendo aquilo, mas ele emanava um cosmo agressivo e uma aura de morte terrivelmente sombria. Seus cabelos eram tão negros quanto os céus da noite, e sua pele branca como a neve, com uma grande cicatriz em seu rosto que ia desde sobre a sobrancelha esquerda até o canto da boca na bochecha direita, o que parecia dificultar que sorrisse. Os olhos do homem eram igualmente negros, e as vestes que trajava eram uma túnica branca sob uma capa azul, sem nenhuma proteção de armadura indicando que fosse espectro ou marina. A que facção pertencia, então, para ser assim tão poderoso?

— Eu... vou lhe fazer pagar por zombar de nós, tome isso!! —


Ele disparou um soco no ar, e um meteoro de cosmo saiu de seu punho, indo na direção do inimigo misterioso. O mesmo, no entanto, apenas ergueu uma mão com a palma aberta, e a técnica do aspirante explodiu chocando-se com a mesma. O jovem deu um sorriso, crente na sua vitória, mas quando a fumaça dissipou-se a mão do inimigo não tinha nem mesmo um arranhão.

— Isso é o que vocês chamam de poder? —
O homem de cabelos negros apontou o dedo indicador na direção do aspirante, e uma luz apareceu na ponta desse, seu cosmo branco estava se acumulando ali. — Veja o que eu faço com apenas um dedo. —

O cosmo saiu da ponta de seu dedo como um feixe fino como uma agulha e atingiu o aspirante no peito, causando uma pequena explosão que o jogou metros para trás com extrema facilidade. Suas costas bateram em uma rocha, e caiu no chão com sangue saindo de sua boca. Seu golpe utilizando apenas uma quantidade mínima de cosmo era incrivelmente forte, enquanto um golpe do aspirante utilizando toda sua força não lhe causava um só ferimento na pele. Talvez seu nível fosse superior aos dos Cavaleiros de Prata, talvez aquele homem estivesse no mesmo patamar de um Cavaleiro de Ouro, e nem ao menos trajava uma armadura.

— Quem... quem é você? — Questionou tentando voltar a se erguer, não poderia se dar por vencido.

— Não há necessidade de me apresentar para alguém prestes a morrer. —
Ele apontou outra vez o dedo na direção do aspirante, e o seu cosmo branco começou a se concentrar em uma maior intensidade na ponta deste. — Não se mova, eu lhe darei o golpe de misericórdia. —

O cosmo foi disparado de seu dedo pela segunda vez, e novamente ocorreu uma explosão, no entanto essa foi maior. O poder certamente iria eliminar de vez o soldado de Atena. A poeira erguida se dissipou, revelando uma pequena cratera resultante da explosão, mas então viu-se surgir em meio a poeira, no centro da cratera, um muro aparentemente feito de puro gelo.

— Gelo? — O homem deu alguns passos para trás, confuso. — Mas o que diabos...? Ele escondia uma técnica defensiva? Não... isso não poderia ser obra que alguém tão fraco, esse muro nem mesmo tem um risco após receber meu golpe. Então, deve haver mais alguém aqui. — Pensou.

— Cavaleiro de Ouro, Eros de Peixes, está presente. — Anunciou, então seu olhar caiu sobre o seu oponente. — Quem é você que ousa atacar os guerreiros do Santuário? — Eros questionou, com sua voz no mesmo tom autoritário e imponente de sempre.

Antes que o misterioso homem percebesse, Eros havia se colocado sentado sobre o bloco de gelo que ele mesmo havia criado. Estava sem sua armadura dourada, trajando uma túnica vermelha e calças amarelas, e seus brincos de ouro. A sua mão direita estava apoiada no gelo, enquanto a outra estava aberta concentrando ar frio sobre a sua palma.

— Este homem é Eros, o Cavaleiro de Ouro protetor da 12ª Casa, Peixes! Mesmo sendo do mesmo lado que eu, ele parece ser tão agressivo quanto o nosso inimigo. —
O aprendiz do Santuário pensou, se arrastando mais para próximo do muro, onde estaria protegido dos efeitos da batalha. O muro de Eros havia lhe protegido perfeitamente, mas não podia se esquecer de que o inimigo só havia usado uma quantidade tão pequena de seu poder que havia disparado pela ponta do seu dedo. — Ainda é praticamente impossível contar vitória, mesmo com a presença de um cavaleiro dourado! —

— Ora, um Cavaleiro de Ouro veio tentar me parar? — Riu brevemente. — Pois bem, para você eu direi meu nome. Eu me chamo Clarence, sou um viajante vindo do extremo leste da Sibéria, de uma cidade chamada... Bluegraad. —

— Bluegraad? — Eros estava claramente surpreso.

Havia tempos que não escutava aquele nome. O Bluegraad era a terra onde, na antiguidade, havia sido selado a alma de Poseidon por Atena, que enviou cavaleiros para que protegessem o selo. Os cavaleiros, no entanto, haviam renegado Atena e utilizado seus poderes para interesses próprios, criando uma própria facção que utilizava armaduras replicadas da dos cavaleiros originais. Mas pelo que sabia, a localização das ruínas de Bluegraad era desconhecida até mesmo pelos próprios Cavaleiros de Atena da atualidade, sendo uma terra isolada e de difícil acesso para estrangeiros. Se aquele tal Clarence vinha realmente de Bluegraad, só existia uma hipótese para o que ele era e porque tinha tamanho poder. Isso, na verdade, explicaria parte da razão por trás do motivo de Clarence ter atacado.

— Não entendo porque veio iniciar uma batalha aqui tão próximo do Santuário, eu mesmo pude sentir á distância seu cosmo, enquanto visitava... o túmulo de meu mestre. Então, só posso supor você deve ter vindo aqui até essa planície sabendo que corria o risco de ser confrontado por um Cavaleiro de Ouro, na verdade, arriscaria dizer que era exatamente o que pretendia. Ainda assim, me surpreende vir com seu corpo desprotegido e vulnerável. Me diga, qual sua real intenção? —

— São poucos os cavaleiros, assim como o número de soldados no Santuário é muito escasso, me diga que esse não é um momento oportuno para fazermos nosso primeiro movimento? Para nós, derrotar alguns Cavaleiros de Ouro não seria problema. Diria até que eu mesmo poderia fazer isso sozinho... Mas não são as minhas ordens, no momento. —


— Então minha suspeita estava correta, você é um deles... Mas não foi muito prudente enviarem apenas um. Estão subestimando demais o poder de nós cavaleiros. —
Eros saltou do muro de gelo, a esfera de ar frio na sua mão se tornava visualmente mais potente e dentro dela minúsculos cristais de gelo eram criados. — Eu, Eros de Peixes, irei destruir você aqui mesmo. —

A mão de Eros se fechou e ele golpeou o ar rapidamente, disparando uma rajada de vento frio e inúmeros cristais de gelo. Um homem com o corpo desprotegido seria facilmente morto, mas estava ciente que não seria assim tão fácil derrrota-lo caso ele fosse realmente um deles.

— Diamond Storm! —

O homem estava parado, como se fosse receber o ataque de frente, mas no último instante saltou para o alto fazendo a técnica passar por debaixo de si. Caiu no mesmo lugar de antes, intacto, e então, correu na direção de Eros sem lhe dar tempo de raciocinar, começando a lhe atacar com uma sequência de socos e chutes. Seus movimentos estavam tão rápidos que o cavaleiro tinha dificuldade em acompanhá-los, mas ainda assim estava sendo capaz de se esquivar e se defender. Clarence era realmente muito forte, mas enquanto nenhum dos dois trajasse suas respectivas armaduras, a luta estaria balanceada.

— Essa é a... velocidade da luz! Se ele pode atingir essa velocidade significa que seu poder... está no mesmo patamar do meu? —

— Eles se movem tão rápido que apenas posso ver o vulto de seus braços! —

Eros lhe atingia um golpe, Clarence revidava com outro. Estavam trocando ataques poderosos, mas nenhum dos dois recuava. O sol já estava se pondo no horizonte, indicando que em breve seria noite. Provavelmente o resultado da luta viria junto com o fim do dia. Clarence por fim acertava um forte golpe no peito de Eros que era empurrado para trás ainda em pé.

— Não! Eros finalmente parece... estar enfraquecendo! Com os dois lutando assim em igualdade é normal que comecem a se esgotar, mas Clarence ainda parece estar com o mesmo poder de antes. Será que... ele não está precisando se esforçar para ganhar de um Cavaleiro de Ouro?! —

— Isso não é o suficiente para me vencer, Diamond Storm!! —

A rajada de ar frio não parecia tão potente quanto a primeira, mas ainda assim era uma técnica poderosa. Clarence no entanto, apenas colocou uma mão aberta na frente do corpo para que o golpe parasse. Era como se chocasse com uma parede invisível, mas o ar frio não estava se dissipando, e sim continuava forçando contra a defesa de Clarence, tentando se sobrepor a sua força.

— Você chama isso de tempestade? Uma técnica tão fraca não irá me atingir, receba-a você mesmo! —

A Diamond Storm parou de forçar sua passagem contra a barreira e foi simplesmente repelida, voltando para Eros com a mesma potência. O cavaleiro cruzou os braços em forma de X na frente do corpo, evitando que sofresse danos mais graves, no entanto mesmo que seu próprio ar frio não o afetasse, os cristais de gelo estavam cortando sua pele em diversos pontos, principalmente em seus braços. A sua túnica foi rasgada e quase totalmente desfeita, fazendo que Eros ficasse apenas com a calça. Quando a técnica parou e retornou a posição de luta, Clarence surgia em sua frente e lhe atingia no queixo com um forte soco e que fez ser lançado para cima. E com Eros ainda no ar, o guerreiro saltou e atingiu o dourado com um soco na barriga direcionado para baixo, fazendo ele cair em alta velocidade e abrir uma cratera na terra com o impacto.

— Desista, Eros, e eu pouparei a sua vida. Como eu disse, minhas ordens não são de matá-lo, mas eu não hesitarei em fazê-lo se quiser continuar lutando. —

— Eu... — Eros se levantou, com sangue saindo de sua boca. Estava um pouco fraco, com dificuldade de se manter em pé. — Eu não fui vencido ainda! —

Ergueu o punho cerrado e saltou contra Clarence. Seu punho foi direcionado ao rosto do seu inimigo, sendo lançado contra ele com toda suas forças. Aquele golpe seria capaz de nocauteá-lo, mas não foi o que aconteceu. Seu punho atingiu o ar, e quando se deu conta, o seu alvo nem mesmo se encontrava mais ali.

— Desapareceu! —

— Eu lhe avisei. —

A voz veio detrás de si. Eros se virou para tentar atingi-lo mais uma vez, mas seu corpo não se movia. Não estava respondendo aos seus comandos, parecia pesado, como uma enorme pressão estivesse sobre si. Havia sido imobilizado, e como seu corpo estava desprotegido, seria facilmente morto por seu inimigo.

— O que.. é... isso? —

— Este é o meu real poder. Eu fui capaz de deixá-lo totalmente imóvel apenas te envolvendo com meu cosmo, e isso mostra a enorme diferença de força que há entre nós dois. Agora, receba meu golpe final. —

Clarence concentrou seu cosmo em sua mão aberta, usaria a mão para perfurar o corpo de Eros e o matar em um único golpe. Porém, foi atingido por um golpe no rosto que o jogou para trás, um meteoro de cosmo.

— Eu... eu irei acabar com você! —

— Não, seu tolo, fuja daqui... —

— Eu não irei fugir, eu sou um defensor da justiça, lutarei até a morte! —

Clarence gargalhou e ergueu-se. Eros queimava seu cosmo ao máximo que podia, na tentativa de se livrar da imobilização de seu inimigo.


— Se está querendo tanto assim morrer, muito bem, farei sua vontade. —


— Corra, imbecil! —

O aspirante mais uma vez iria lançar seu golpe, mas o seu oponente desapareceu. Não teve tempo de nenhuma reação, ouviu apenas o som de algo transpassando carne e cuspiu uma grande quantidade da sangue. Quando olhou para baixo, a mão de Clarence estava saindo de seu peito. Ele havia surgido atrás do jovem e lhe atravessado com a mão como faria com Eros, uma morte rápida. Quando Clarence tirou a mão, o garoto caiu, já totalmente sem vida.

Eros viu a cena toda sem poder fazer nada, a morte daquele jovem era por conta de imprudência e idiotice, mas também havia uma ponta de culpa sua por estar inutilizado devido a misteriosa técnica, pois ele só havia entrado na luta para tentar salva-lo. O seu cosmo se elevou ao máximo, explodindo para todas as direções. O próprio Clarence agora parecia surpreso, mas não hesitou. O cosmo de Eros estava emanando grandiosamente, cobrindo seu próprio corpo.

— Esta é... —

O Cavaleiro de Ouro surgiu entre as chamas frias de seu cosmo, caminhando na direção de Clarence. Seu corpo agora estava brilhando em uma coloração dourada.

— A Armadura de Ouro de Peixes... Ela veio até aqui respondendo ao chamado de seu cosmo. —

As suas mãos se juntaram na altura do peito, deixando um pequeno espaço entre elas onde seu cosmo estava sendo reunido em uma absurda proporção. Aquela era sua técnica mais poderosa, agora com o auxílio da armadura poderia lança-la com sua força total.

— Aurora Polaris! —

Uma rajada enorme de energia azul partiu contra Clarence, que respondeu com uma rajada de energia do mesmo nível. As duas técnicas se equiparavam em poder, portanto, nenhuma das duas foi desfeita com a colisão, e sim ficaram medindo forças criando uma grande esfera cósmica entre elas. Agora sim o inimigo de Eros finalmente parecia começar a se esforçar para segurar tamanho poder, afinal quem vacilasse receberia o poder das duas técnicas juntas. Agora o céu finalmente estava negro, a única iluminação na planície era a dos dois cosmos em conflito. A técnica de Eros começava a ser empurrada para trás, sendo superada aos poucos, mas seu cosmo novamente queimou de forma intensa, e a imagem da aurora começou a aparecer atrás de si.

— Mas o que...? —


A Aurora Polaris então voltou para frente com mais força, agora empurrando a técnica de Clarence. Aquilo era como quando dois cavaleiros dourados lutavam entre si, uma luta que poderia durar uma eternidade até algum dos dois ser superado, mas não foi esse o caso. A Aurora Polaris finalmente havia superado o poder de Clarence, e as duas técnicas voltaram contra ele gerando uma grande explosão. Sendo atingido em cheio assim com o corpo desprotegido, ele com certeza morreria. Quando a luz e a poeira finalmente cessaram, havia uma grande cratera na terra e enormes estacas de gelo.

— Então... acabou? — Eros caiu de joelhos no chão, esgotado de força. Havia se esforçado muito naquela última técnica. — Sim, eu o venci. —

Não via nem sinal de Clarence e de seu cosmo agora, entre aquelas ''esculturas'' de gelo. Ele deveria estar dentro de alguma delas, morto. Eros se levantou com dificuldade, precisava retornar ao Santuário e reportar o acontecido. E ainda, conseguir informações sobre Bluegraad e o que estavam enfrentando. Começou a andar, quando ouviu o som de algo se partindo. Olhou para trás no mesmo instante, vendo que a maior das criações de gelo tinha uma enorme rachadura em seu centro. O mesmo som outra vez, e a rachadura aumentou de tamanho.

— Não me diga que... —


O gelo enfim se partiu em diversos pedaços, se transformando em pequenos cristais que se espalhavam pelos ares e caiam. Entre a chuva de gelo, via uma luz azul intensa, vindo de algo com uma forma que não era humana. Estava no centro da cratera, como se tivesse saído de dentro da estaca de gelo. Não restava dúvidas, aquele era mesmo Clarence. E aquele brilho azul era na realidade o reflexo de uma espécie de armadura que cobria seu corpo. Ele havia a vestido no último instante, provavelmente foi aquilo que lhe permitiu sobreviver a explosão resultando dos dois cosmos. Apesar de ferido, sua armadura azul não tinha um único arranhão. Do que quer que ela fosse feita, tinha talvez a mesma resistência da sua Armadura de Ouro de Peixes.

— Eu sabia. —
Eros disse. — Então finalmente trajou a sua devida armadura, não é, Clarence. Ou eu deveria chama-lo de... Guerreiro Azul? —

— Você conhece as lendas... Pois é, os Guerreiros Azuis, os cavaleiros de Bluegraad que renegaram Atena, realmente tinham réplicas das armaduras, mas quando foram derrotados no passado distante, ninguém tomou ou destruiu essas vestes. Elas foram mantidas em Bluegraad durante todos esses anos, esperando que alguém da linhagem dos primeiros Guerreiros Azuis as trajasse para continuar o que eles não terminaram. —

Aquela armadura azul era familiar de certa forma, provavelmente a réplica de uma armadura que conhecia. Mas fosse como fosse, ela era imperfeita, não havia ninguém sem ser a serviço do Santuário que pudesse criar ou restaurar armaduras de tantos anos atrás dessa forma.

— Então você veio tentar destruir o Santuário em nome dos seus antepassados? —


— Já disse que essas não são as minhas ordens. — Clarence deu as costas a Eros e começou a caminhar. — Minha tarefa já está completa. —

— Para onde você está indo?? Essa luta não acabou, por acaso irá fugir? —


— Eu nunca quis lhe matar, só disse que faria isso se continuássemos a luta, mas você já não está em estado nem de me acertar um soco, quem dirá de lutar, por isso não há necessidade de acabar com você aqui. Quando for a hora, nós iremos acabar com você e com todos os outros. —

— Então o que foi isso? Por que motivo começou essa batalha? —


— Isso não é óbvio? — Ele perguntou em voz mais alta sem se virar para trás, pois já estava se distanciando demais de Eros. — Vim testar o poder dos Cavaleiros de Ouro, e também deixar uma mensagem: Os Guerreiros Azuis retornaram mais fortes do que antes, e vamos destruir de vez o Santuário de Atena. Nós já passamos muito tempo privados deste mundo verde e ensolarado, naquela terra congelada de Bluegraad. — E continuou caminhando até tornar-se um ponto no horizonte.
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Eros de Peixes

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 1st 2015, 15:59




II - O mito dos Guerreiros Azuis

— Ó, deusa Atena, protetora da paz e da justiça na Terra. — Dizia a voz feminina. — Nosso povo nasceu em uma terra triste e gelada, onde a cor que prevalece é monótono branco da neve. Crescemos em uma constante luta pela sobrevivência e são poucas as crianças que conseguem chegar até a idade adulta. Nunca nos banhamos no calor do sol, ou pisamos em um chão fértil. Nunca vimos a beleza de uma flor, e o verde dos campos. Estamos fadados a viver e morrer em Bluegraad, uma cidade isolada do restante da civilização. Por isso, eu, a representante desta terra, lhe peço em nome de tod... —

Uma porta bateu atrás de si, interrompendo sua oração. A jovem olhou para trás, vendo um homem de longos cabelos brancos e olhos azuis caminhando na sua direção, seus passos sujavam de neve o tapete vermelho que cobria o caminho para o altar onde se encontrava ajoelhada a representante de Bluegraad. Todos que juntos com ela oravam ajoelhados dos dois lados do salão pararam, alguns olhando até assustados para a figura que acabara de entrar. A expressão do homem era calma, como se pouco lhe importasse a reação de qualquer um ali dentro. Ele trajava uma armadura azul que brilhava forte, e tinha em suas costas uma capa branca.

— Byakuran. O que faz aqui? Por favor, se retire, estamos pedindo... —

— Pedindo por suas vidas, não é isso? — Ele questionou sorrindo e com uma voz suave, parando logo a frente da jovem que se levantava. As pessoas se levantaram e lhe cercavam com expressões de fúria, como se fossem lhe atacar se ele tentasse algo com a garota. — Estão se arrastando aos pés de uma deusa que nos isolou aqui e nos deixou para sofrer de frio e de fome. Vocês são tão ignorantes que chego a sentir uma certa pena. —

— Atena confiou a este povo e aos seus cavaleiros uma missão, mas foram vocês que trairam a confiança dela e viraram para o lado do mal. Vocês, Guerreiros Azuis! —

A jovem tinha cabelos loiros e olhos azuis, e trajava um vestido branco. Sua beleza era única, chegava ser até difícil de acreditar que existisse alguém tão belo em uma terra tão desolada.

— Eles lutaram por nós, Alice, por todo o povo de Bluegraad. Eles eram pessoas que assim como você se ajoelhavam e pediam todos os dias para Atena lhes conceder alguma benção, para ela salvar a vida de seus filhos, para ela lhes dar força para continuar cumprindo sua tarefa de vigiar o selo. E o que aconteceu? Nada. Todas as horas, todos os segundos que passaram aqui rezando não lhes adiantou de nada. A vida do povo de Bluegraad ainda é uma desgraça. —

— Cale-se! —

— Você não entende. Eu quero que nosso povo possa viver de uma forma digna. E eu vou lhes guiar ao mundo ensolarado onde nunca mais precisaremos pedir alguma coisa aos deuses, nós teremos todos os benefícios que você possa imaginar. E ninguém poderá entrar em nosso caminho, pois os Guerreiros Azuis são invencíveis, nem mesmo Atena e seus cavaleiros impedirão. —

— Você planeja algo contra Atena? Como ousa? —

— Se for necessário... Eu destruirei o Santuário. Clarence foi enviado para testar o poder de um de seus poucos Cavaleiros de Ouro, queremos saber com o que vamos lidar caso este dia chegue. Eu não ordenei que ele tirasse a vida de um deles, mas podia ter feito. Se eles nos derrotaram no passado, eu só quero dar-lhes um aviso de que dessa vez, não será igual, e não há forma melhor disso do que humilhando um dos seus cavaleiros mais fortes e poupando sua vida quando tiver a chance de matá-lo. —

— Você só deseja vingança, isso não é pelo nosso povo. Saia daqui, não quero mais ouvir suas palavras imundas! —


Os civis que estavam cercando Byakuran se aproximaram, olhando-o em tom de ameaça.

— Você a ouviu, saia daqui! —
Um deles exclamou.

— Não se metam, não é porque luto por meu povo que irei aguentar insultos de um verme que segue Atena. Esta terra já foi esquecida por esta deusa, não existe mais selo para tomarmos conta, vocês só vivem por causa de minha proteção, e não dela. Se você deseja tanto assim, tente sair de Bluegraad por sua conta, garanto que vai morrer antes de ver a cor verde. —
Byakuran disse com um tom tranquilo e estranhamente gentil, até tinha um sorriso amigável no rosto. — No entanto, eu irei sair se é o que Alice deseja. —

Byakuran deu as costas a jovem, e o povo de Bluegraad abriu caminho para ele. A coragem de enfrentá-lo simplesmente já tinha sumido do rosto de todos. Mesmo que aquele homem parecesse tão bondoso na forma de agir e falar, tinha algo de muito sinistro nele e todos sabiam disso. Ele começou a caminhar para fora até chegar na porta de saída, onde parou para falar uma última coisa.

— Algum dia, vocês irão acordar e não sentirão o frio. E quando olharem pela janela, não verão a neve nem o gelo, verão seu filhos correndo em uma planície colorida. Quando este dia chegar, vocês estaram todos agredecendo a mim, e não a Atena. — Ele virou-se para trás, olhando nos olhos de Alice. — Eu só quero trazer a salvação, minha querida irmã, sua e de todos os outros. —
 
Ele saiu da estrutura, colocando o pé da neve outra vez. Do lado de fora, haviam dois guardas com lanças em suas mãos, e trajavam armaduras simples de couro e peles. Um deles deu um passo a frente, para falar com sua majestade.

— Senhor, Clarence está de volta. Ele está lhe esperando no salão para lhe contar o que houve em sua ida á Grécia. —

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Pedro

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 1st 2015, 17:07

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Eros de Peixes

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 2nd 2015, 08:28




III - A batalha se inicia

— É chegado o momento, meus guerreiros! — Byakuran exclamava com um tom que passava autoridade e confiança. — Por muito tempo, nós estivemos vivendo sem sentir o calor do sol em nossas peles. Estivemos sofrendo de diversos males sem que um único deus estendesse uma mão para nós, não importa para qual rezássemos. Que seja, não precisamos mais nos humilhar para deus algum, pois agora que nós, Guerreiros Azuis, estamos reunidos outra vez, iremos conquistar tudo o que quisermos na base de força. —

Atrás de Byakuran, estavam sete homens trajando armaduras totalmente diferentes umas das outras, mas todas azuis. Os oito Guerreiros Azuis estavam reunidos, e diante deles, estavam ajoelhados um pequeno exército de soldados rasos vestindo partes de armaduras de couro esmaltadas de azul e peles tingidas da mesma cor. Eram pessoas de Bluegraad e arredores que haviam sido convencidos pelas palavras do homem que lhes falava, o senhor de Bluegraad. A cidade tinha opiniões divididas: enquanto alguns lhe obedeciam cegamente outros escutavam apenas sua irmã Alice e rogavam pela proteção de Atena, algo que Byakuran detestava.

— Um único Guerreiro Azul foi suficiente para derrotar um Cavaleiro de Ouro, os que são chamados de mais fortes entre os soldados de Atena. Está mais do que provado que eles não são fortes como os seus antecessores, eles não tem a menor capacidade de defender a terra de nós. Portanto, esta é a hora correta, se atacarmos com todas as nossas forças, o Santuário cairá. Assim, sem ninguém mais para reclamar este mundo para si, seremos nós que o faremos. —

E os soldados gritaram em reposta. Ele então se voltou para seus sete Guerreiros Azuis, os homens mais fortes em Bluegraad depois de si próprio. Um deles era Clarence, o homem que havia enfrentado e derrotado Eros de Peixes na Grécia. No entanto, ele não era nem de longe o mais forte entre os sete.

— Adrian e Emonzaemon, eu ordeno que partam imediatamente para a Grécia. Existem vilarejos que mantém relação direta com o Santuário, fornecendo seus mantimentos e tratando de seus feridos. Apesar de tudo, eles dependem de pessoas comuns. Façam com que elas sofram. — Byakuran riu baixo. — Estas pessoas não fazem ideia do que passamos aqui, mas elas logo sentirão todo o terror de perder suas casas e entes queridos. Qualquer um que apoie Atena é, a partir desse instante, nosso inimigo. —

— Senhor. —
Disse Clarence, aproximando-se. — E quanto ao Santuário em si? Não irá lhes atacar? —

— Ainda não, acalme-se. Precisamos impor nossa soberania sobre aqueles que creem na bondade da deusa. Quando eles perceberem que ela nada fará para lhes proteger, pedirão a minha piedade, e só assim suas vidas serão poupadas. —

— Mais uma coisa, disse que todos que apoiarem Atena são nossos inimigos. Isso por acaso inclui sua irmã? —


— Clarence. —
A expressão calma de sempre desaparecia do rosto de Byakuran. — Eu ainda a farei entender os meus motivos. Ela se unirá a mim, tenho certeza. Até lá, que ninguém ouse perturbar minha querida irmã, ou eu mesmo farei questão de arrancar a cabeça. —

Clarence retornou ao seu ponto entre os sete, e Byakuran deu a eles a permissão para que partissem. Byakuran terminava sozinho seu discurso ao seu exército azul, dizendo palavras belas e encorajadoras sobre lutar em prol do bem de seu povo e proteger aqueles que se curvassem a si. Na verdade, nada daquilo lhe importava, a sua única vontade era dominar tudo, ter todos os seres aos seus pés. Sempre tivera essa ambição de ser venerado, e foi por este motivo que matou seu próprio pai, senhor de Bluegraad, para tomar seu lugar de líder da cidade. A única pessoa no mundo cuja a opinião realmente lhe importava, era Alice, sua irmã.

— Não há ninguém sobre mim. — Pensou. — Nem homem, nem deus. —
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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 2nd 2015, 08:52



IV - Culpado ou Inocente? A Estrela Celeste Sábia aparece!

— Este cosmo... —

O homem de cabelos brancos caminhava com um livro em suas mãos. Trajava um sobretudo negro em grande contraste com sua pele incrivelmente pálida. Era uma figura esguia e tão jovem, mas tinha aura de sabedoria inexplicável. Talvez fosse por sua aparência nobre e bela e sua expressão de seriedade. Era claramente um estrangeiro em uma tão pequena vila. O que lhe levara até tal lugar era sua imensa sede de sabedoria, aquelas terras tinham certa conexão com o Santuário de Atena e a maioria das estruturas existia desde a última Guerra Santa. Caminhar ali era como viajar ao passado, mas não fora até lá apenas por arquitetura, mas por seu enorme acervo de livros e escrituras da antiguidade que agora se encontravam apenas ali. Muitos registros relevantes se perdiam com o passar dos anos, e os exemplares que se mantinham eram considerados raridade, uma parte da história que só podia ser acessada através de sua leitura.

— Não... talvez tenha sido apenas impressão. Por um segundo pensei sentir um cosmo violento aqui, mas estas ruas são muito pacatas. —
Olhou aos arredores, não notando nenhuma anormalidade. — Seja o que for, não pertencia a um espectro e muito menos a um marina. — E ele começou a caminhar a procura da origem daquele cosmo, era curioso o suficiente para permitir aquilo passar assim, sem ao menos averiguar. Existiam pessoas poderosas assim além daqueles que serviam aos três deuses e ao Odin, deus de Asgard?

Não tão distante dali, ouviram-se gritos. Uma feira de rotina transformara-se em caos em questão de segundos quando o misterioso ruivo surgira, incendiando por onde passava. As chamas saiam de suas mãos, e pareciam não lhe afetar e nem mesmo a curiosa armadura azul que trajava. Também tinha uma espécie de elmo unido a uma máscara que cobria seus olhos, deixando apenas metade de seu rosto a mostra, e seus cabelos compridos e vermelhos como suas chamas que saiam por baixo do capacete e caiam por suas costas.

Dois soldados com lanças correram contra ele, guardas da vila, mas ele era tão rápido quanto qualquer humano, se esquivando tão facilmente que as armas nem passaram perto de lhe atingir. Os dois tentaram atacar novamente, mesmo sem compreender com o que lidavam, mas dessa vez suas lanças lhe acertaram e partiram-se sem ao menos riscar a armadura azul. O ruivo simplesmente riu, como quem acha tal ato patético, e com o movimento de seu braço os soldados arderam em chamas, gritando e agonizando até serem totalmente consumidos pelo fogo.

— Então é a ti que tal cosmo pertence. — A voz interrompeu os atos do Guerreiro Azul. — Eu estive me perguntando quem é que teria tal poder tão agressivo. —

O homem de cabelos brancos e sobretudo negro surgiu andando entre a fumaça negra das chamas do guerreiro. Ele parecia indiferente com o que acontecia em sua volta, nem ao menos dirigindo um olhar as pessoas que queimavam.

— Eu sou Emonzaemon, um dos oito grandes Guerreiros Azuis. E quem é você, que tem coragem de dirigir a palavra a mim? —


— Um Guerreiro Azul, tenho certeza de ter lido sobre vocês algumas vezes. São os cavaleiros que traíram Atena e se rebaixaram a ponto de vestir meras réplicas das suas armaduras. E ainda assim tem coragem de chamar a si mesmo de grande? Lamentável. — O jovem sorriu. — Eu sou Riku de Balron, a Estrela Celeste Sábia, um dos 108 espectros que servem ao Imperador do Submundo, Hades. —

— Como você tem...? —

Emonzaemon pareceu intrigado, o tal Riku não demonstrava nenhum pouco de medo e arrependimento em suas palavras, e ainda disse que era uma das estrelas malignas de Hades. Isso significava que era inimigo dos cavaleiros assim como ele.

— Ajoelhe-se e eu pouparei sua vida. — Emonzaemon respondeu, visivelmente irritado. — Você se atreve a ofender os Guerreiros Azuis pois não conhece nosso poder, então peça perdão de joelhos e eu não lhe matarei. —

Riku apenas riu ao ouvir aquilo, e Emonzaemon perdeu de vez a paciência, reunindo um turbilhão de chamas em torno de sua mão e golpeando Riku com um soco direcionado para cima. Diversas páginas de livro em chamas voaram para o alto e começaram a cair, virando cinzas antes de relar no chão. Riku estava intacto, e o punho de Emonzaemon não tinha mais chamas pois no momento da esquiva do espectro o golpe acabou por atingir o livro.

— Este livro que você acabou de queimar continha registros raros. E eu nem havia terminado de ler. — Riku comentou em tom de decepção. — Eu não tinha interesse algum em lutar com você, mas é deveras insolente se acredita que eu iria pedir por minha vida. Irei lhe mostrar então que o punho de um pecador não irá me atingir. —

Emonzaemon atacou outra vez, dessa vez disparando uma rajada de chamas, no entanto Riku esquivou-se para o lado, queimando apenas uma ponta de seu sobretudo, e com a mão aberta golpeou o Guerreiro Azul atingindo a palma em seu rosto de forma certeira, com força suficiente para lhe lançar para trás.

Emonzaemon se levantou e começou a atacar Riku com uma sequência de golpes tendo suas mãos e pés envolvidos por suas chamas, para potencializar seu ataque, mas Riku com maestria conseguia se esquivar de todos os ataques mantendo aquela mesma serenidade no rosto. O espectro era um homem de memória eidética, conseguia gravar tudo que via em sua mente, e isso se abrangia a ponto de conseguir memorizar e reconhecer os movimentos do inimigo uma vez que o via lutando com tudo de si, e desse modo criar um padrão para decidir a forma mais adequada de agir. Viu que os golpes, apesar de muito fortes, não tinham nenhum estilo de luta e se baseavam na pura força bruta e no calor, devido o fato de Emonzaemon aparentemente se focar apenas em atingir o alvo e se esquecer de sua própria defesa. Isso criava diversos momentos em que seu corpo ficava completamente vulnerável, mesmo com o uso de uma armadura, só precisaria atingir no lugar certo e no momento certo.

— O que foi? Pensei em ter ouvido dizer que me mataria. —


Riku zombou, no momento que o seu oponente tentava atingir um golpe que se baseava em jogar todo peso de seu corpo contra ele, mas novamente se esquivou, o que faz o guerreiro passar reto por si e ficar por um instante de costas ao espectro. Nesse momento sacou seu chicote, e com um único movimento o fez se esticar e se prender no pescoço do Guerreiro Azul antes mesmo dele se virar.

— Isso é um chicote? O que pensa que está fazendo? —


— Eu posso simplesmente mata-lo agora mesmo com esse chicote com um movimento de meu braço. Mas qual o sentido em uma morte rápida para alguém como você? Antes eu irei ver se você... é culpado, ou inocente. —

— Do que diabos está falando?! Solte-me agora! —


— É isso mesmo que ouviu, assim eu decidirei a forma correta de lhe matar. Uma morte dolorosa e cruel, ou uma passagem indolor para o outro mundo? Eu vou fazê-lo sentir o peso dos pecados que cometeu, e sentirá tudo isso em seu corpo e em sua alma, até mesmo quando estiver no inferno. Os crimes que cometeu irão lhe perseguir por toda a eternidade. —

No momento em que o chicote soltou o guerreiro, ele se virou disparando uma rajada de fogo através de um soco no ar, mas o chicote de Balron estalou para cima e uma barreira de cosmo arroxeada surgiu, o Escudo das Almas Mortas, protegendo-lhe do golpe com facilidade. Emonzaemon correu para atacar novamente com ataques físicos, mas a barreira se desfez e o chicote atingiu sua cabeça, fazendo seu elmo ser lançado. Ele parou no mesmo instante, entendendo que era praticamente impossível escapar de um ataque do chicote daquele homem.

— Nós dois estamos... contra Atena, então... porque não unimos forças? — Ele recuava alguns passos, tentando finalizar aquela luta onde sua derrota era certeira.

— Eu nunca me uniria a alguém como você, é fraco e desonrado. Não é porque eu luto contra Atena, que eu seja um ser tão baixo que possa ser comparado a um Guerreiro Azul. Você irá morrer hoje, daqui a alguns minutos, só vejamos antes quais foram os seus crimes. — A sua mão esquerda disparou uma quantidade pequena de cosmo, atingindo Emon. — Reencarnação! —

Emonzaemon teve seu corpo instantaneamente paralisado, e sua mente acabou se enchendo de lembranças e imagens assustadoras até para ele. Mas não eram ilusões, era apenas os seus próprios atos voltando a sua memória. Riku também podia ver tudo, e foi assim que tomou sua decisão.

— Você se divertiu matando pessoas, queimando crianças, mulheres e idosos. Agiu em nome de um homem que ousa tramar contra um deus e tenta mudar seu já escrito destino planejando tomar para si o mundo. Você mente para o próprio povo que deveria defender, contando histórias de que irá trazer a salvação enquanto deseja simplesmente alimentar seu ego. — Riku outra vez estalou seu chicote. — Você é desprezível, já sei como irei lhe matar. —

Um movimento de seu braço e todo o corpo do Guerreiro foi envolvido por seu chicote. Ele já estava imóvel por conta da Reencarnação, agora seu corpo iria ser destroçado enquanto sua mente sofria por remorso.

— Mas antes que te mate... Existe algo que eu gostaria de perguntar. —
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Pedro

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 2nd 2015, 13:03

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Eros de Peixes

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 3rd 2015, 21:22



V - A Amazona de Aquário

— Vamos guerreiros, enquanto eles se distraem com os múltiplos ataques nas vilas, faremos uma pequena visita ao Santuário de Atena!! —

Os soldados rasos do exército de Byakuran estavam em um número razoável, mas provavelmente iriam bater de frente com os soldados e aspirantes do Santuário. Eles começaram a avançar em grande velocidade, com espadas e lanças nas mãos. Estavam próximos do Santuário, e não avistavam nenhum homem sequer em postos de defesa. Acreditaram que os cavaleiros talvez nem imaginavam de sua chegada. Foi nesse instante que viram flocos de neve, uma fina camada de gelo recobrindo a grama e sentiram o ar frio, que mesmo para eles vindos da Sibéria era um grande incômodo.

— Isso é... neve? Mas não faz sentido haver neve aqui. Isso deve ser obra dele, o homem com quem Clarence lutou, ele disse que o tal Eros de Peixes utilizava gelo em suas técnicas. —

— Mas que truque barato, ar frio não irá nos deter, somos o povo de Bluegraad, o ponto mais frio da Sibéria, esqueceu? —

Eles continuaram correndo, até que viram aparecer caminhando em sua frente uma pessoa trajando uma armadura dourada e reluzente. Inicialmente pensaram ser Eros, mas a figura era diferente, feminina, com uma máscara tapando seu rosto. Se estavam certos, aquela era uma marca das amazonas, o termo para determinar as mulheres que lutam por Atena da mesma forma que os cavaleiros.

— Não permitirei que deem mais um passo em direção ao Santuário. —
Anunciou alto a voz feminina, porém firme e decidida.

— Mas... mas é uma mulher? Então existe outro no Santuário que possa controlar o frio? —
O soldado parecia surpreso. — Não importa, não será uma jovem que vai impedir a nós, guerreiros, de passarmos. —

Eles partiram para atacá-la até o momento em que todos seus movimentos cessaram. Eles se viram, de um segundo para outro, totalmente cobertos por gelo. Não era uma camada muito grossa, mas o suficientemente resistente para lhes impedir qualquer que fosse o movimento.

— Eu disse que não deixarei vocês passarem! — Ela gritou. — Eu, a Amazona de Ouro de Aquário, Natassia de Aquário, irei liquidá-los aqui mesmo! —

Em seu punho fechado uma grande quantidade de cosmo se concentrou, emanando um frio intenso. Os guerreiros não conseguiam sair de sua posição, por mais que fizessem força. Natassia levantou essa mão e disparou um soco rápido no ar, atingindo a velocidade da luz.

— Pó de Diamante! —


O golpe da amazona enviou uma rajada congelante e com inúmeros flocos de neve destrutivos, e devido a quantidade de poder utilizada os soldados congelados foram jogados para trás, sendo congelados de forma ainda mais terrível e tendo seu corpo destroçado pelo gelo na velocidade da luz. No final, não havia ali nenhum homem em pé, apenas ela, a mulher que defendia a 11º Casa do Santuário.

— Isso foi muito fácil, mas não é nem o começo. Onde você está agora, Eros de Peixes?! —

Nesse mesmo instante, viu-se um clarão forte mais a frente, na floresta, e ela sentiu outro cosmo frio que não era o dela. Eros. Neste momento, ele já tinha entrado em mais uma batalha. Natassia decidiu avançar mais a frente, o Santuário já havia sido avisado do perigo de invasão, mas aqueles soldados não seriam problema, os verdadeiros inimigos eram os Guerreiros Azuis.

Em um ponto distante, no meio de uma clareira, estava Eros caído sobre um joelho no chão e com sangue escorrendo de sua testa, trajando a grandiosa Armadura de Peixes e na sua frente um homem de armadura azul, com cabelos castanhos cacheados e curtos, e olhos igualmente castanhos. Ele não emanava como Clarence uma aura violenta e sombria, no entanto, sua força era também muito alta.

— Eu sou um dos Guerreiros Azuis, meu nome é Adrian. — Ele dizia com uma voz que lhe dava um ar de muito mais sério. — Você, Eros de Peixes, não tem chance de vencer uma luta contra mim. Portanto, eu lhe aconselho que desista, a derrota do Santuário é algo inevitável. Você pode atrasá-la, mas não impedi-la. —

Eros levantou-se, e seu cosmo se reuniu em seu punho mais uma vez. Aquele homem havia praticamente acabado de surgir ali, e seu primeiro golpe havia sido certeiro e lançado longe seu elmo de Peixes. Estava certo de que ele era um oponente formidável, mas ele parecia hesitar em lançar ataques mortais.

— Não é você quem irá decidir isso. —

Eros correu na direção de Adrian, que não se moveu. Eros saltou e lhe direcionou um chute no rosto pela esquerda, mas o guerreiro apenas levantou o braço e defendeu-se do golpe sem mover um milímetro com o impacto. Quando seu pé relou o chão, instantaneamente desferiu uma joelhada com a perna direita, que Adrian defendeu com a palma da mão. Frustrado, o cavaleiro ainda tentou lhe atingir no rosto com um soco, mas o mesmo foi segurado.

— Eu preferiria não lutar contra você, Eros, mas eu vou fazer isso se for necessário. E posso dizer com toda a certeza quem será derrotado. —

— Como deseja destruir o Santuário sem lutar? —

— Gosto de dar aos meus oponentes uma chance de rendição. Diferente de Clarence, com quem você lutou antes, não vejo nada de divertido em tirar vidas de pessoas sem necessidade. Mas vejo agora em seus olhos que não irá se render nem que sua vida dependa disso, não é mesmo? Que seja, então. —

Adrian torceu a mão de Eros, e lhe atingiu com a outra mão com um forte golpe no peito, fazendo Eros ser empurrado para trás ainda em pé no momento do impacto. O cavaleiro lançou sua Diamond Storm mas Adrian pulou por cima de si, rodopiando no ar e caindo atrás de si. Via agora que o que lhe faltava em força física compensava em velocidade e agilidade. Antes de dar tempo para Eros se virar, o Guerreiro Azul dava um golpe no ar que liberava inúmeros feixes luminosos que de tão finos passavam pelas frestas da Armadura de Peixes, atravessando o corpo do cavaleiro de forma dolorosa e lhe tirando uma boa quantidade de sangue. Eros reprimiu o grito, mas a dor que sentia praticamente impedia que se movesse com a mesma habilidade de antes. Lentamente, ficou de frente ao Guerreiro Azul reunindo cosmo para outro ataque.

— Imagino que a dor que está sentindo seja insuportável, portanto vou assegurar que morra no meu próximo ataque. —

O guerreiro novamente golpeou o ar, mas dessa vez seu cosmo saiu na forma de um potente meteoro que atingiu Eros na barriga, fazendo-o cuspir uma grande quantidade de sangue e ser jogado para trás. O cavaleiro bateu as costas no chão com força, soltando um grito. No entanto, levantou-se em seguida, com dificuldade. Não entendia como um único ataque daqueles homens podia ser tão forte, mas não iria desistir de tentar vencer.

Adrian pareceu intrigado por não conseguir matá-lo com seu golpe, então lançou outro semelhante. Peixes vou lançado aos ares e cair rodopiando no chão, no entanto tornou a levantar-se e a concentrar seu cosmo.

— Porque insiste tanto em ficar em pé se pode aceitar a morte e se livrar do sofrimento? Você está fraco, provavelmente por não ter se recuperado totalmente da luta com Clarence, e meu segundo ataque foi quase mortal, não há mais nada que você possa fazer. —

— Há sim. Eu ainda tenho... tenho cosmo o suficiente... para utilizar mais uma técnica. —

— Pensa que Clarence não nos contou de seus golpes e suas fraquezas? Eu conheço todas as suas técnicas, você usou tudo que tinha contra ele aquela noite. —


— Está enganado. Eu... ainda tenho uma técnica a mais! —

— Sendo assim... —
Adrian correu na direção de Eros. — Vou lhe matar antes que a use!! —

Deu um salto no ar e atingiu o cavaleiro com um soco no rosto tão forte que ele cambaleou para o lado e quase caiu, mas continuou em pé, se recompondo em seguida. Adrian começou a atacá-lo com diversos socos no rosto, atingindo todos com tudo o que tinha, e mesmo com o corpo coberto de sangue Eros não caía.

— Porque... você... não... cai?! —
Questionou pausadamente, atingindo um golpe a cada palavra que gritava em fúria e indignação.

Os ataques enfim cessaram, Adrian começava a se cansar. O homem a sua frente estava em um estado deplorável após duas lutas com Guerreiros Azuis, seu corpo sofria de dores intensas e hemorragia, mas como um Cavaleiro de Ouro nem ser espancado dessa forma o matava. Talvez fosse a armadura que estivesse lhe protegendo, mas ainda assim ele resistia de uma forma bela.

— Eu já disse... lhe atingirei uma técnica, minha última técnica. Até lá, eu não irei cair outra vez! —


— Está quase morto, o que outra técnica irá fazer? Pode até me ferir, mas depois dela não lhe restará forças para me matar. Aceite logo sua derrota, Cavaleiro de Atena! —

Adrian deu um soco no ar que disparou novamente um meteoro de cosmo, ao mesmo instante em que Eros apontou a ele o dedo indicador, mas foi atingido em cheio e finalmente caiu.

— Essa foi sua técnica que iria usar para me derrotar? O poder de um único dedo? Patético. Agora que finalmente não tem mais forças para levantar-se, eu irei tirar sua vida. Porém, admito que foi corajoso e bravo resistindo todos os golpes para juntar energia, pena que não conseguiu usar sua técnica. —

— Está errado. — Disse uma voz feminina. Natassia de Aquário adentrou a clareira caminhando. — Olhe para seu próprio corpo, está completamente imobilizado. Esta é a técnica que Eros chama de... Freezing Restriction. —

O Guerreiro Azul olhou para seu corpo, mas ele não estava congelado. Foi então que riu e tentou se mover, e percebeu que ondas de ar frio circundaram todo seu corpo e neste instante ele foi coberto por gelo. A temperatura tão baixa que nem mesmo com toda sua força iria conseguir escapar.

— Ele esteve concentrando todo seu cosmo para essa habilidade, por isso estava levando todos os seus golpes. Ele podia utiliza-la sem esforço, mas com a mesma facilidade você escaparia, então ele apostou todas as suas fichas nesta técnica chegando a concentrar tanto de seu cosmo que o gelo não poderia ser partido nem por você. Ele pensou nisso no instante que sentiu minha presença, algo que só ele notou por seu cosmo e o meu serem igualmente frios e alguém como você não notaria a diferença. —

— E o que acha que irá fazer, mulher?! —


— Ora, ele ferido como estava, não poderia fazer a mesma coisa para uma técnica ofensiva correndo o risco de errar. Mas eu ainda estou sem um único arranhão. Ele o congelou para que eu, a Amazona de Aquário, lhe finalizasse. —


Ela juntou suas mãos e as ergueu sobre a cabeça, lembrando a imagem da constelação de Aquário, uma mulher com uma ânfora sobre sua cabeça. O seu cosmo se reuniu em uma quantidade imensa, e seus braços desceram disparando sua técnica na velocidade da luz, com o Guerreiro Azul sem a mínima possibilidade de escapar.

— Execução Aurora! —
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Pedro

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   Janeiro 3rd 2015, 21:52

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MensagemAssunto: Re: Treinos - Eros de Peixes   

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