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 Treino de Kailas

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Haoh

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MensagemAssunto: Treino de Kailas   Dezembro 19th 2014, 21:47

1 - A invasão dos condenados

Os dias que se seguiam no santuário submarino se perpetuavam de maneira enfadonha. Não apenas a tranquilidade tomava conta do local, como também a não reclamação das outras escamas me causava um certo desconforto, pois aquilo indicava que o santuário submarino estava fortemente desprotegido contra invasores.
"Mesmo eu não serei o bastante contra os cavaleiros de um reino inteiro..." - pensei, enquanto mantinha minha postura de guarda e observava os limites do reino do deus dos mares.

Já fazia algum tempo que eu havia reclamado a escama de Chrysaor, uma armadura bastante poderosa e detentora da lança dourada, uma arma tão poderosa que conseguia transpassar os inimigos sem dificuldades. Mas todo esse poder de nada valia, quando não se tinha inimigos para enfrentar. Ainda que fosse um alívio não precisar arriscar a vida, não havia como negar, era um desperdício de vida e tempo treinar tanto apenas para ficar parado, observando peixes e plantas marinhas.

Acabei por ser vencido pelo cansaço físico e pelo tédio, coisas que raramente acometiam um cavaleiro, mas quando se era um ser solitário em meio a um reino vazio e, teoricamente, sem regente, coisas estranhas aconteciam. Me sentei nas escadarias que davam para o pilar o qual protegia, minha lança ao meu lado. Olhei para frente, olhando alguns peixes coloridos que se alimentavam de camarões. A vida seguindo seu curso. Foi exatamente nesse momento que uma sensação estranha tomou meu corpo. Eu não sentia aquilo havia muito tempo, desde que eu tinha fugido da índia, meu país natal. Era a sensação de que a morte estava próxima. Era uma sensação sinistra.

Sem demorar, levantei-me e deixei meu corpo alerta. Eu sabia que alguma coisa estava acontecendo. Como um usuário do Kundalini, eu estava em constante ligação com as energias que circulavam pela natureza e foi graças a isso que pude saber que algo estava errado. Foi então que os céus se escureceram. Não sabia se havia sido apenas naquela parte do mundo ou nele inteiro, o fato é que, pouco tempo após isso, eu pude sentir um cosmo maligno e poderoso. Era algo grandioso e que não conhecia limites. Rompeu facilmente as barreiras naturais do reino de Poseidon e adentrou o reino do deus dos mares.

Eu engoli em seco. Um suor frio e pegajoso se acumulava em minha pele. A lança se encontrava firme em minhas mãos, mas havia algo errado. Era como se tudo que era vivo sentisse o que eu sentia. Cada passo daquele ser causava uma desordem tão grande na natureza que chegava quase a causar uma dor física. Era uma sensação horrível.

Fosse o que fosse, ele logo se mostrou. Era um homem de cabelos negros e olhos que transpassavam neutralidade. Usava uma armadura de cor cinza, com tonalidades de preto e detalhes que me eram muito familiar, mas não sabia dizer o motivo. De início, nenhuma palavra foi trocada, então, após alguns minutos intermináveis de enfrentamento psicológico, o cavaleiro quebrou o silêncio.
- Então o general marina de Chrysaor está guardando seu pilar? Que inusitado. Eu adentrei o reino de Poseidon achando que poderia conquistá-lo facilmente para a rainha de todos nós, mas talvez meus planos não sejam tão fáceis de se concretizar. - disse o homem, que possuía uma voz grave e melódica, ao mesmo tempo.

Ouvir aquilo foi perturbador, de alguma forma. Eu já deveria estar acostumado com tais palavras e sentimentos, contudo, algo naquele cavaleiro me causava temor. Um temor acima de qualquer outro que eu já havia sentido. Definitivamente havia algo errado.
- Você, cavaleiro, qual é o seu nome? - perguntei, interessado.

Ele me respondeu ser Azaram de Yca, uma classe de cavaleiros que nunca tinha ouvido antes. Meus músculos se recusavam a se movimentar quando eu ordenava, um claro sinal de que meu corpo estava, pouco a pouco, cedendo a pressão daquele inimigo.
- Azaram, eu não conheço você ou sua deusa, mas esse é o domínio de Poseidon, o deus doe mares. Se não se retirar imediatamente, terei que destruí-lo. - disse, posicionando minha lança um pouco mais perto de meu corpo.

Azaram riu e começou a subir as escadas que nos separavam. Degrau por degrau, ele reduzia nossa distância e aumentava a pressão do local com sua cosmo-energia poderosa.
- Me retirar não é uma opção, general marina. Os domínios de Poseidon serão de Eliette, a rainha dos condenados... - disse, ainda com tom de neutralidade.

Ele estava determinado. Eu podia ver isso em seus olhos. Azaram era um homem que deixava seus aspectos físicos falarem por ele. Ele causava terror pela sua neutralidade, contudo, seria necessário mais do que apenas pressão psicológica para me derrotar.

Liberando meu cosmo, comecei a senti-lo dominar meu ser. Meu corpo agora já não estava mais enrijecido, e me obedecia sem questionamentos. Girei minha lança na minha mão esquerda, apontando-a para o intruso.
- Nesse caso, serei obrigado a matá-lo. Eu sou Kailas, general marina de Chrysaor. Esse será o seu fim!! - disse, investindo para um primeiro movimento.

Assim que me aproximei de Azaram, ataquei-o com minha lança, desferindo um golpe tão rápido e poderoso que chegou a fazer um som grave no ar. Meu ataque a atingiu, porém, de alguma forma, ele ainda continuava de pé. Me olhou com a mesma neutralidade de sempre e no seu punho esquerdo, uma energia cor de lava se formou. O golpe me atingiu em cheio, me lançando para trás alguns metros. Nenhum dano grave foi feito, porém, eu senti a força do golpe e logo pude constatar que Azaram era poderoso.
- Por que não fui cortado? É o que deve estar se perguntando. Sua mente se inunda com a dúvida e isso te causa raiva, não é? Não saber o que acontece é tão frustrante... - disse Azaram, se aproximando de mim.

De fato, eu estava irritado e frustrado. Meu golpe não havia atingido ele e eu não fazia ideia do que estava acontecendo. Segurei com firmeza minha lança. Eu era um general marina e não deveria me impressionar com algo tão simples. Por essa razão, me lancei novamente contra Azaram, tentando atacá-lo com estocadas rápidas e sucessivas de minha lança, porém, nenhum dos golpes parecia acertá-lo, mesmo ele ficando completamente imóvel. Como resultado, Azaram concentrou energia nos dois punhos e lançou ambos na forma de uma rajada de energia massiva.
- Condenação infernal!!!

Em uma tentativa de me defender, eu girei o mais rápido que pude a minha lança, criando uma barreira defensiva. Quase como um escudo dourado. O golpe de Azaram se chocou contra mim e uma luta de resistência teve início. Eu liberava meu cosmo para resistir aquele golpe poderoso e Azaram, investia mais ainda em seu poder. Foi após alguns segundos de luta, que eu finalmente fui vencido, sendo atingido por um golpe poderoso que pareceu se disseminar por todo o meu corpo. Com a força do golpe, acabei sendo lançado contra o pilar que eu mesmo defendia, batendo no mesmo de costas, apenas para cair no chão em seguida.
- Por qual motivo você não me atinge, Kailas? - perguntou Azaram, andando calmamente na minha direção.- Como você vai morrer, não vejo motivos para não dizer a você. você não me atinge porque os cavaleiros condenados possuem uma habilidade básica, dividida apenas entre eles e a rainha. Ela se chama "Geist Körper", ou corpo fantasma, se assim preferir. Graças a essa habilidade, nós podemos transformar partes do nosso corpo ou até mesmo o corpo inteiro, no corpo de um fantasma. Isso nos torna invulneráveis a ataques físicos de qualquer natureza. Enquanto eu possuir essa habilidade, você não poderá me vencer. Seria mais fácil se render e deixar eu te matar, não acha? - perguntou Azaram, parando de caminhar.

Eu me levantei com dificuldades. Tossi duas vezes e um jato de sangue foi expelido pela minha boca. Meu corpo tremia por inteiro e eu estava tonto. Não fazia ideia de como derrotar Azaram, mesmo ele tendo revelado sua habilidade, pois era uma habilidade defensiva muito poderosa. Eu nunca tinha visto nada igual antes.

Ostentei meu peso de maneira imponente, mesmo que as dores fossem imensas.  As habilidades de Arazam eram incrivelmente altas e eu não tinha como vencê-lo. De alguma maneira eu precisava derrotar sua habilidade do corpo fantasma. Se era uma habilidade, por mais formidável que seja, deveria ter um ponto fraco e foi pensando nisso que investi novamente contra Arazam.
- Você não aprende mesmo, não é? Muito bem, irei derrotá-lo o mais rápido que puder! - disse ele, liberando uma enorme cosmo energia.

Duas bolas negras se formaram em ambas as mãos de Arazam. Elas pareciam muito perigosas e eu não estava disposto a verificar. Logo meu cosmo começa a queimar e a ponta de minha lança brilha com intensidade, então lanço contra Arazam um corte amarelo de pura energia, em forma de meia lua. Era o meu Yellow Slash.

Arazam não esperava um golpe tão rápido, então, para escapar do mesmo, se lançou para trás, porém, ele não sabia que minha técnica do Yellow Slash possuía dois níveis, então, acabou sendo pego pela explosão do golpe. Ela pegou Arazam de surpresa, que se viu obrigado a usar o Geist Körper para se proteger da explosão. Sem dar tempo para que ele reagisse, eu executei a lança relâmpago com grande velocidade e inúmeras vezes. Sempre sendo defendido por Arazam, que em um dado momento, tentou me afastar através de um soco repleto de energia.

Com um movimento rápido de minha lança, eu a girei com maestria e bati sua ponta sem lâmina contra o punho de Arazam. Isso serviu para desviar o golpe do cavaleiro, então, girando novamente minha lança, realizo um corte na diagonal, que acerta Arazam em cheio e o faz recuar.
- "Então o Geist Körper possui mesmo uma fraqueza. Eu sabia!!" - pensei, animado com minha descoberta.

Arazam pareceu não gostar do ocorrido. Sua armadura agora exibia um corte de tamanho médio, que havia atingido seu corpo e, por essa razão, Arazam sangrava desmedidamente.
- Isso não deveria ter acontecido... - disse o cavaleiro de Yca, perdendo a calma.

Rapidamente ele liberou uma cosmo-energia imensa. fazendo com que o ambiente ficasse um pouco mais escuro. O chão tremia enquanto um poder negro se acumulava nas mãos de Arazam.
- Morra Kailas: Atração infernal!! - disse Arazam, lançando seu ataque contra mim.

Instintivamente eu usei meu Yellow Slash contra as esferas de energia, porém, não teve efeito. As esferas se uniram e criaram uma única esfera, que atraia tudo para seu centro. A força de atração era imensa e não conhecia limites. Pedras, pilares menores e até mesmo animais estavam sendo atraídos e destruídos pela técnica. Sem dúvida, uma técnica mortal.

Eu usava toda a minha força física para me firmar ao solo, que insistia em ser consumido, pouco a pouco, pela esfera. Minhas forças começaram a diminuir e minha resistência começou a se tornar menor. Lancei inúmeros golpes do meu Yellow Slash contra a esfera, porém, sem efeito algum, então, só me restava uma opção.

Eu tentei me concentrar ao máximo, ignorando tudo ao meu redor. Foi então que consegui alinhar meu chakra da mente, despertando-o e lançando uma hipnose contra Arazam. Mesmo que talvez não durasse muito tempo, pelo menos serviria para me dar tempo o suficiente para realizar meu plano.

Arazam, já hipnotizado, parou de sustentar a técnica com seu poder, porém, como logo pude perceber, a técnica iniciava uma espécie de auto-alimentação a partir de um dado momento. Então, já me erguendo e sendo levado para meu destino final, olhei para meu inimigo e lancei contra ele meu Yellow Slash. A técnica o cortou e explodiu, fazendo com que ele fosse lançado para trás e, logo após, fosse atraído para sua esfera.
- Nós vamos morrer juntos, Arazam. Morrer para a própria técnica é algo extremamente desonroso para um cavaleiro. No fim de tudo, seu poder de nada adiantou... - disse, já podendo sentir o calor que a esfera proporcionava.

Foi nesse momento que a esfera se tornou instável e explodiu, lançando Arazam e a mim para longe. Eu bati com força contra as escadas do lugar e Arazam caiu vários metros além. Foi então que um outro cavaleiro apareceu. Ele trajava uma armadura azul e parecia muito mais sério do que Arazam. Ele olhou para o cavaleiro caído e tocou sua cabeça na parte da nuca e então o mesmo despertou da hipnose, completamente esgotado.
- Que vergonha, Arazam. Você estava prestes a ser morto por um simples general marina. - disse o cavaleiro de azul, caminhando na minha direção.

Arazam arregalou os olhos quando viu aquela figura que caminhava. Era como se o seu pior pesadelo tivesse se tornado realidade e estivesse torturando cada célula de seu corpo de maneira interminável.
- E-Eu sinto muitíssimo, mestre Asmodeus. Foi um descuido de minha parte. - disse Arazam, se curvando diante do homem.

Asmodeus então parou de caminhar e olhou para trás, analisando Arazam e seu estado, e então, com uma velocidade incrivelmente alta, até mesmo para mim, ele agarrou o cavaleiro de Yca pelo pescoço e o ergueu no ar com apenas uma mão.
- Acha que suas desculpas irão livrá-lo da punição? Acha que seus lamentos irão livrá-lo da vergonha que passou hoje?! Se não fosse por mim, você estaria morto!! - disse Asmodeus, lançando Arazam contra o solo com tanta força que uma cratera se abriu.

Foi nesse momento que Asmodeus voltou sua atenção para mim. De início achei que fosse me atacar. Meu corpo não aguentaria mais batalhas, ainda mais contra um oponente que parecia ser de um nível superior ao de Arazam.
- Você teve sorte hoje, general marina. Graças a minha interrupção sua vida foi poupada também. - disse Asmodeus, sorrindo zombeteiramente.- Permita que eu me apresente. Eu sou Asmodeus, cavaleiro de Islaud e mestre dos exércitos da rainha. Acima de mim, apenas existe aquela que reina soberana. A rainha de todos os condenados.

Eu mal conseguia acreditar que alguém ainda mais poderoso do que Arazam pudesse existir. Eu acreditava fielmente que Arazam fosse algum tipo de cavaleiro de patente altíssima, mas, pelo que eu via, ele não passava de um mero soldado.

Asmodeus se afastou de mim e agarrou o desmaiado Arazam pelo braço.
- Não se engane, general. Você não pode me vencer. Eu poderia esmagá-lo em menos de um segundo. Como um inseto. Mas a verdade é que isso iria desonrar e manchar o nome do exército de vossa alteza. Matar um cavaleiro enfraquecido... se aproveitar de uma clara oportunidade... Não. Ao invés disso, prefiro que você esteja completamente recuperado. Leve uma mensagem para todos os deuses, de todos os reinos. Diga-lhes que a rainha irá atacá-los muito em breve, e que seus reinos logo irão pertencer a alguém infinitamente mais digno. Diga-lhes que a morte os espera... - disse Asmodeus, enquanto se afastava cada vez mais do local e saia do reino de Poseidon, carregando Arazam consigo.

Mesmo vários minutos após a saída dos inimigos, eu continuei de guarda. Meu corpo se recusava a relaxar. Eu estava em choque. Havia encontrado um inimigo tão poderoso que quase fora morto e uma declaração de guerra foi feita. Não apenas contra Poseidon, mas contra todos os deuses e deusas do mundo. Algo estava errado. Caminhando a passos lentos, deixei o meu local de guarda e caminhei em direção à saída do reino do deus dos mares. Eu precisava avisar a todos sobre o perigo iminente. E já sabia onde seria minha primeira parada.


Continua...
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MensagemAssunto: Re: Treino de Kailas   Dezembro 20th 2014, 02:12

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